Tempo de tela: qual o tempo ideal para a criança ficar no celular?

Atualizado: 18 de mar.



Com a era digital cada vez mais presente, pessoas de todas as idades fazem de tudo pelo celular. Se há alguns anos os pais se preocupavam com o tempo que os filhos gastavam vendo televisão, hoje isso se multiplicou, tendo em vista a enorme variedade de ofertas: smartphones, jogos e videogames diversos, computador, tablet etc.


Tudo isso foi agravado com a pandemia da COVID-19, quando crianças e adolescentes precisaram ficar isolados dentro de casa, se tornando, o celular, um aliado maior ainda para ajudar na distração.


Com base nessas questões, o tempo de exposição a telas entre crianças e adolescentes virou objeto de estudo. Inclusive, a OMS (Organização Mundial de Saúde) elaborou um manual no qual descreve os tempos recomendados de exposição a aparelhos eletrônicos. Veja um resumo a seguir:


Crianças de até 2 anos: a Organização recomenda que estas não tenham nenhuma exposição a telas, ainda que de forma passiva (um adulto segurando para ela olhar, por exemplo).


Crianças entre 2 e 5 anos: para elas, o “tempo de tela” poderia ser de no máximo 1 hora.


Crianças de 6 a 10 anos: já para este grupo, o tempo aumentaria para no máximo 2 horas, mas aqui os adultos já teriam que ter um cuidado maior, sempre fiscalizando os conteúdos assistidos.


Por fim, na faixa etária dos 11 aos 18 anos, recomenda-se no máximo 3 horas de exposição às telas por dia, e jamais virando a noite jogando videogame.


Sabemos que pode parecer uma tarefa quase impossível, ainda mais com a correria do cotidiano. No entanto, tanto a OMS quanto a Sociedade Brasileira de Pediatria, entendem que o chamado “tempo de tela” é um tempo de inatividade, tanto física quanto intelectual, o que poderia estimular o aumento da obesidade infantil e dificultar o desenvolvimento cognitivo.


Por tudo o que foi exposto, ressaltamos a importância de tirar um tempo para brincar ou fazer atividades com seus filhos, seja em casa, no quintal ou ao ar livre.


Leia um livro para (ou com) seu filho, faça alguns exercícios com ele, leve para passeios, enfim... as possibilidades são várias! E ele vai te agradecer no futuro.


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